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Os relatos de experiência apresentados neste site devem ser entendidos como uma possível fonte de pesquisa para outros projetos educacionais comprometidos com a educação inclusiva. Não são, portanto, receitas prontas, passíveis de mera replicação com expectativas de um mesmo resultado.
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Aparecida Célia R. Bezerra

Esta minha experiência aconteceu em uma turma de pré escola, as crianças ainda não reconheciam as letras do alfabeto e pensando em ensinar de modo diferente. Resolvi trabalhar a linguagem de sinais com as crianças pois percebi que elas ficavam curiosas em conhecer os sinais que representavam as palavras. Quando iniciei não era apenas o alfabeto do ouvinte que eles aprenderam, mas o alfabeto dos surdos também, mesmo sem haver nenhum deficiente auditivo eu ensinava as crianças a importância de respeitar as diferenças. Trazia para sala de aula histórias belíssimas de reflexão e percebi que eles foram alfabetizados em um tempo muito curto. Com apenas seis meses, todas as crianças já sabiam ler palavras com duas, três ou mais sílabas. E de acordo o desenvolvimento deles, elaborei uma programação de aula diferente. Levei-os para uma área verde, espalhei palavras em cartelas, onde os alunos deveriam procurar, identificar lendo e encontrar um coleguinha que tivesse o masculino ou feminino da mesma cartela. As crianças se sentiram no paraíso, ao final de nossa aula extra-classe, encontramos com um grupo de seis surdos que vieram conhecer as crianças e ficaram encantados com o que os pequeninos haviam aprendidos em LIBRAS. Esta minha experiência ficará marcada para sempre na minha trajetória escolar.
Ir para o topoPalavras-chave do conteúdo acima: Estratégias Pedagógicas, LIBRAS
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