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Os relatos de experiência apresentados neste site devem ser entendidos como uma possível fonte de pesquisa para outros projetos educacionais comprometidos com a educação inclusiva. Não são, portanto, receitas prontas, passíveis de mera replicação com expectativas de um mesmo resultado.
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Adriana Santana Zrenner

Tive uma experiência com uma criança com necessidades especiais mais ou menos no ano de 2004, 2005, quando eu comecei a trabalhar no Colégio Cecília Meireles com uma aluna de 4 anos que apresentava problema na fala, ela escutava normalmente, mas não falava. Ela foi para o colégio por recomendação medica, pois os médicos haviam sugerido que ela tivesse contato com outras crianças para ajudar no seu problema. Quando vi aquela criança que só gritava e eu não entendia o que ela queria me dizer entrei em desespero, pois não sabia o que fazer e nem como lidar com aquela situação. Naquele momento, tive todo o apoio da coordenação e da direção do colégio. A primeira decisão que foi tomada foi ter uma conversa com a fonoaudióloga para saber como tratar o caso, relatei tudo que acontecia na sala de aula, e que eu não sabia como fazer, pois ela gritava quando queria alguma coisa. Após a conversa, a fono me ensinou a fazer alguns exercícios de vibração sonora para eu passar a ela e com isso ela foi ficando mais tranquila, e já não gritava mais como antes. Comecei a usar também imagem para ela pedir para ir ao banheiro, que era outro problema. Ela usava fralda, com as imagens consegui aos poucos ir tirando a fralda, não foi fácil, precisou de muito esforço tanto da família como da minha parte. A mãe era muito presente no colégio, sempre estava lá relatando o que a menina aprendia e para mim era uma satisfação muito grande. Com muito exercício de vibração sonora consegui que ela pronunciasse algumas palavras como: “mama” para mamãe, ”papa” para papai e "xixi", o mais importante para não ser mais preciso trocar as fraldas, pois ela era grande.
Senti-me um pouco frustrada quando ela chegou, pois dava a impressão de que ela não estava aprendendo nada, mas a mãe sempre vinha relatar que ela contava do jeito dela o que acontecia em sala de aula. Pena que ela não pode ficar no colégio, por motivos particulares, teve que se mudar, mas eu me encontrei com ela e ela pronuncia palavras novas, mas ainda apresenta dificuldade na fala.
Ir para o topoPalavras-chave do conteúdo acima: Estratégias Pedagógicas, Família, Gestão Escolar, Parceria
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Cristina Keiko Inafuku de Merletti15:25 - 24/02/2012
Muito interessante o relato da educadora, assim como louvável e rara a indicação médica para a criança se beneficiar do contato com as demais crianças na escola. É muito comum que os problemas ou atrasos na linguagem, sem prejuízos da audição, sejam destinados apenas à avaliação médica ou fonoaudiológica. Porém, verificamos que nos casos de Transtornos Globais do Desenvolvimento - TGD (entre eles o autismo e a psicose infantil) os sintomas na fala, na linguagem e na comuniação são recorrentes e faz-se necessária também a avaliação psíquica realizada por profissionais psicanalistas que trabalham com esta clínica tão específica sobre a constituição psíquica da criança e sua condição de laço social e de aprendizagem. Gostaria que nosso trabalho em Educação Terapêutica, cuja origem teve como base muitas pesquisas acadêmicas e prática clínica no Instituto de Psicologia da Usp, seja de conhecimento de outros profissionais da saúde e da educação. abs
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Iara de Moraes Gomes23:37 - 07/05/2012
Adriana Santana,seu relato é muito interessante pois nos faz entender o quanto é importante a parceria da familia, do profissinal de determinada área, da Coordenação da escola para a solução das dificuldades dos alunos com deficiência. Também como foi importante perceber em seu trabalho que apesar de seu "desespero " mas mostrou-se tolerante, paciente em compreender que a aluna teria seu tempo e limite para aprender. Gostei!!




