Como prevenir o possível isolamento de um aluno acompanhado por profissional de apoio?

Na verdade, meu questionamento é uma inquietação gerada ao longo dos tempos que trabalho como docente: O Estado dá direitos às pessoas com deficiência, como o acompanhamento de um intérprete, mas verifico que tanto o aluno com deficiência como o seu acompanhante ficam isolados na turma. A interação com os colegas e com o professor é bastante reduzida.

No meu ponto de vista, esta forma de garantir esse direito acaba funcionando como um método excludente. Portanto, observa-se a falta de formação dos professores com a questões desta natureza, que por sua vez, não sabe lidar com o aprendizado da pessoa com deficiência.

Então, meu questionamento é: Como prevenir o possível isolamento de um aluno acompanhado por profissional de apoio?

1 resposta

Por Maria de Lourdes de Moraes Pezzuol em 25/11/2019

Olá, enquanto professora do segmento da educação especial no Atendimento Educacional Especializado (AEE) para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em escolas públicas do estado de São Paulo, presencio muito essa situação em minhas observações dentro da sala comum, ainda sou mal interpretada quando tento reverter essa situação. O aluno fica muito dependente do professor auxiliar e vice-versa. Infelizmente é identificado que o isolamento acontece, a adaptação de aula que deveria ser cumprida com a realização do registro do ANEXO III (Ficha de acompanhamento diário do aluno) pelo professor da classe comum com adaptações necessárias curriculares ou funcionais, deixam de ser realizadas. Muitas vezes também, o professor auxiliar é cobrado pela escola para elaborar esses ANEXOS, sem o conhecimento prévio de cada disciplina. Enfim, situações que não validam a verdadeira inclusão, e sim a exclusão, o fazer qualquer coisa, pintar, copiar, sem significados, sentidos, sem autoria, sem integração com os demais alunos da sala de aula. Atendimento que acontece de forma fragmentada sem um planejamento pedagógico coerente centrado unicamente no desenvolvimento do aluno. Esse profissional acompanhante é designado pelo estado com atribuição de aulas pela Diretoria de Ensino, após a Defensoria Pública determinar a necessidade para o atendimento do aluno com deficiência. Identifico que existe a urgência da criação de uma proposta pedagógica efetiva, integrada, bem coordenada com registros e acompanhamentos das respectivas funções que cada profissional da educação deve exercer, com orientações e formações para todos.

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