O professor pode dar advertência para um aluno com autismo?

Gostaria de saber se um professor de uma escola particular pode dar advertência a um aluno autista?

Advertência

4 respostas

Por Maria de Lourdes de Moraes Pezzuol em 13/12/2018

Olá enquanto professora de Atendimento Educacional Especializado (AEE) para alunos com autismo, gostaria de abordar essa temática relatando que a palavra “advertência” em seu significado condiz na ação de advertir, de chamar a atenção de alguém por algum motivo. Nas escolas geralmente elas estão direcionadas de forma punitivas ao aviso aos pais no informar que seus filhos não estão se comportando como deviam ou tem tarefas atrasadas. Identifico que no caso de aluno com autismo, sim é necessário chamar a atenção do mesmo, mas orientando-o, se for o caso retirando-o do ambiente social ou de perto das pessoas para que o mesmo se acalme, tente compreender seu comportamento e até mesmo peça desculpas e volte a atividade novamente.

É importante fazer um trabalho de conscientização com os demais alunos e funcionários da escola para que possam compreender que esse comportamento existe pode ser melhorado e precisa ser respeitado, esse aluno precisa se sentir acolhido. O professor na escola é a pessoa mais indicada que deve perceber se alguma coisa está influenciando esse comportamento e atitude. Sou contra a punição de advertência por escrita e verbal sem diálogo e compreensão. Nesse sentido identifico que quando a escola trabalha em parceria com os pais a advertência como protocolo burocrático e punitiva deve ser evitada, independente se o aluno tem autismo ou não.

Deixo um parecer bem significativo de um depoimento: “Todo tipo de apoio deve reconhecer que embora o autismo seja uma parte muito importante do que eu sou, não é tudo o que eu sou. Pais e profissionais deveriam reconhecer que não somente nós podemos aprender com eles, mas eles também podem aprender conosco”. William Recai, voluntário no National Autistic Society da Escócia, diagnosticado aos 25 anos. Abraços.

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Por Karina Santos em 06/12/2018

Olá! Sou mãe de uma criança com diagnóstico de autismo, e tenho conversado muito com a equipe da escola onde meu filho estuda sobre isso. O comportamento dele muitas vezes não condiz com as regras estabelecidas.

Por um lado é importante a criança não deve ser discriminada. Ou seja, as regras valem para todos. Para ele também. Mas, por outro, há especificidades que precisam ser levadas em conta. Neste vídeo, a mãe de outra criança com autismo fala um pouco sobre isso.

O importante é conhecer bem a criança. E para conhecê-la bem é preciso envolver a família.

Além disso, não sei até que ponto uma advertência pode realmente ajudar. Mas isso vale para todos também.

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Por ANANIAS RIBEIRO em 06/12/2018

Saudações!
Difícil pergunta, ou talvez muito vaga, uma vez que se disser que não pode, apresentaríamos um certo preconceito. Tornando o aluno diferente. Sou pedagogo e vejo que o aluno autista pode sim sofrer advertência, uma vez que com a ocorrência da advertência, e talvez ocorrendo de novo, acaba criando dados para serem analisados e então dar oportunidade para a coordenação da escola e o professor ter ideia de como fazer para ter uma relação produtiva com este aluno. Se não, ele não terá chance de se aperfeiçoar, nem você de ensinar melhor.

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Por Elvira Maria da Costa Cerqueira em 21/12/2018

Olá!!!
Esta pergunta nos faz pensar de que maneira lidamos com a indisciplina dos alunos, já que a indisciplina afeta o andamento da aula.

Eu, particularmente, como pedagoga, professora e gestora não acredito em punição para o aluno indisciplinado, ainda mais aluno com deficiência.

A suspensão na escola é flagrantemente ilegal, pois afronta o direito fundamental de acesso, permanência e aprendizagem na escola e antipedagógica.

Em muitos casos acaba sendo vista pelo aluno como um “prêmio”, especialmente quando este já não se interessa muito pela escola.

O aluno com deficiência precisa ser acompanhado pela equipe pedagógica da escola, fazer um estudo de caso e descobrir a origem do problema, este sim, é o primeiro passo para saber o que está acontecendo com o aluno.
Saber se está sendo acompanhado clinicamente com as terapias necessárias, conversar muito com a família, pois a mesma precisa sinalizar o porque do comportamento do seu filho. O que está acontecendo de diferente com ele, mesmo porque o autismo segue uma rotina. A escola como tem lidado com o desenvolvimento do mesmo. Tem sala de recursos?
Precisa de um professor de Apoio? Este comportamento é específico na escola?

São várias questões que precisam se acompanhada e estudada pela escola, para depois saber qual a melhor maneira de lidar com ele.

A maioria das vezes é na escola o problema , pois não sabem como desenvolver as habilidades dos alunos com deficiência.

A escola deve investir na formação dos professores, no diálogo acima de tudo, o conhecimento acompanhado do diálogo é o melhor caminho a seguir.

Sucesso a todos!!!!

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