Iara de Moraes Gomes

 

São muitos os desafios quando se trata de ensinar crianças, jovens e adolescentes com necessidades educacionais especiais. Pensar uma educação inclusiva, hoje, requer uma reflexão, um estudo e, acima de tudo, um compromisso, em equipe, com o que se pretende fazer.

A escola da atualidade vive uma nova realidade, atende a um novo aluno, por isso precisa estar atenta a esse novo desafio, aprendendo a fazer uma verdadeira inclusão.

O Município- Pólo de Campina Grande na Paraíba, através da Secretaria de Educação em parceria com o Ministério da Educação e Secretaria de Educação, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – SECADI – vem há oito anos, desenvolvendo com os (as) educadores (as) das escolas e creches, o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade .O referido Programa tem o objetivo de qualificar os (as) educadores (as) na política de educação inclusiva, transformando o sistema educacional em sistema educacional inclusivo, garantindo o acesso, a participação e a permanência dos alunos com necessidades educativas especiais na escola regular.

Para operacionalização do referido programa, a Secretaria de Educação já realizou vários seminários, contemplando temas sobre a Educação Especial, Educação Inclusiva, Educação em Direitos Humanos, Acessibilidade na Escola, Diversidade, Atendimento Educacional Especializado – AEE , Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, entre outras.

Como ramificação desta grande ação afirmativa, já concretizamos ações inclusivas para os alunos (as) com deficiência, superdotação / altas habilidades e transtornos globais do desenvolvimento. As referidas ações estão fundamentadas nos documentos nacionais e internacionais que possibilitam a elaboração de políticas públicas que promovam a inclusão social e educacional da demanda citada anteriormente. São elas: Atendimento Educacional Especializado, regulamentado pelo Decreto 6.571 de 17 de Setembro de 2008, que acontece em trinta e duas unidades (escolas e creches) com Salas de Recursos Multifuncionais; Programa Escola Acessível que garante recursos para a acessibilidade física, assim como aquisição de material adaptado; Parcerias com instituições especializadas no intuito de promoverem o atendimento clínico especializado e orientação aos familiares.

Além das ações acima identificadas, reconhecemos a importância da Formação Continuada em Educação Especial /Inclusiva para os (as) educadores (as) (diretores, técnico, professores da sala regular e professores da sala de recursos multifuncionais). Essa formação vem acontecendo mensalmente em uma escola da Rede Municipal, onde os (as) educadores (as) têm a oportunidade de compartilhar conhecimentos, trocando experiências que enriqueçam seus saberes e fazeres, na referida área de estudo, fortalecendo laços de afetividade com o aluno tendo como consequência o aprendizado e autonomia.  

Enfim, nestes últimos anos as ações inclusivas articuladas pela Secretaria de Educação de Campina Grande – SEDUC-CG, em destaque a Educação Especial, se arquiteta na sua Proposta Pedagógica, intitulada: Escola Viva e Inclusiva: construindo novos cenários, trazendo muitos avanços que, superando dificuldades, aqui encerramos o primeiro ato de um destes cenários: a inclusão dos alunos com deficiência, altas habilidades /superdotação e transtorno global de desenvolvimento. Acreditando que as cortinas deste espetáculo estão apenas apontando para uma pequena pausa das tantas cenas que estão por vir.

Iara de Moraes Gomes, Articuladora de Educação Especial/SEDUC/CG 2011

Kátia Cristina de Castro Passos, Coordenadora de Educação/SEDUC/ CG 2011

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